
O uso do sal de cura é obrigatório?
A maioria dos produtos cárneos processados, como salame, salsicha, linguiça, copa, bacon, presunto e mortadela destinados à comercialização devem obrigatoriamente conter o nitrito de sódio, que geralmente é acrescido na forma de sal de cura. Os estados e municípios, através de secretarias específicas seguem as diretrizes nacionais e certificam estabelecimentos e produtos para comercialização dentro de seus limites territoriais.
Para a produção caseira destinada ao consumo pessoal o uso é opcional.
Cada um deve avaliar os riscos e benefícios e decidir pelo uso, ou não, do sal
de cura.
Botulismo
Esse é um dos maiores dilemas quando pensamos em não utilizar o sal de
cura. Há certa controvérsia sobre os malefícios à saúde pelo consumo
exagerado do nitrito de sódio, mas a toxina botulínica é real e perigosa.
Proveniente de "botulus", salsicha em latim, o botulismo não é causado pela
bactéria clostridium botulinum em si, mas pela toxina gerada pela bactéria,
portanto não adianta eliminar a bactéria, é preciso garantir que não tenha
havido contaminação. Essa bactéria não se desenvolve em pH < 4,5 (ácido),
ou seja, um importante fator é garantir acidez nos produtos. Ao preparar carne
curada, como o salame por exemplo, é recomendável acompanhar a acidez do
produto durante todo o processo para garantir que esteja com o pH correto.
Uma combinação de fatores(barreiras de proteção) é o ideal para garantir a
segurança de um produto. Veja as principais barreiras de proteção na tabela
abaixo.

Apesar de ser possível evitar o botulismo sem a ação do sal de cura, o nitrito
ainda é usado pela combinação de fatores e principalmente pelos demais
benefícios auferidos, como coloração e sabor.